quinta-feira, 18 de setembro de 2008

É a vontade de Deus que seus filhos sejam prósperos e saudáveis?

Não necessariamente. A Bíblia não ensina que Deus sempre deseja a abundância material ou a boa saúde para seus filhos. Apesar dos ensinamentos das Escrituras, vários pregadores de grande acesso ao público estão agora pregando "evangelhos da saúde e da riqueza". Esta ênfase que as pessoas dão à prosperidade e à saúde física é, na verdade, o materialismo disfarçado de religião.

Os que servem a Deus freqüentemente são pessoas de renda muito baixa. Neste mundo, Cristo foi pobre (Lucas 9:58). Paulo várias vezes o foi (2 Coríntios 11:23-27). Os cristãos hebreus também foram (Hebreus 10:37). Homens fiéis à vontade divina, algumas vezes ficaram desamparados, necessitados de recursos (Hebreus 11:37).

 

Os que servem a Deus são freqüentemente doentes e enfermos. Paulo deixou Trófimo doente em Mileto (2 Timóteo 4:20). Timóteo foi aconselhado a usar um pouco de vinho medicinal "por causa do teu estômago e das tuas freqüentes enfermidades" (1 Timóteo 5:23). Somos encorajados a orar por aqueles que estão doentes e sabemos que, se for a vontade de Deus, eles poderão ser curados. Mas nem sempre esta é a vontade de Deus! Aqueles que ensinam o evangelho da saúde perfeita muitas vezes encorajam as pessoas a "reinvidicar" por milagres, acreditando que a reinvidicância os pertence a qualquer momento, desde que a façam com fé. É claro que isto seria muito confortante, mas onde é que na Bíblia está se referindo que podíamos sequer "reinvidicar" por milagres?

 

A popularidade dos evangelhos da saúde e da riqueza é uma boa evidência de como anda a orientação em nosso mundo. Devemos aprender a fixar nossas esperanças completamente na graça divina que está por vir de acordo com a revelação de Cristo (1 Pedro 1:13), e não na riqueza e na saúde desta vida.

 

-por Gary Fisher

 

Fonte: http://www.estudosdabiblia.net/bd13.htm

CARTA PUBLICADA POR UM "PASTOR"

"Prefiro não me identificar. Quero que me chamem apenas de pastor evangélico. As razões para não declinar meu nome são muitas. Talvez a principal delas seja a minha necessidade de desabafar, abrir o meu coração.

Para ser pastor hoje, já não basta ser piedoso, íntegro e terno de coração.

Necessito também ser empresário. Sei que os pastores de antigamente gastavam muito tempo orando, jejuando e buscando direção de Deus para suas comunidades. Eu, pelo contrário, sinto-me forçado a montar um bom departamento de relações públicas. Reuno-me regularmente com um grupo de trabalho para traçar estratégias. Não sei quantas horas já gastei nas salas de espera das emissoras de rádio e de televisão. Negocio bons horários

para que o nome de nossa igreja permaneça visível. Já me alertaram para o fato de que o meio acaba definindo a mensagem. Participei de um encontro de reflexão em que um palestrante nos advertiu que esse fascínio pela mídia vai acabar esvaziando os conteúdos de nossa pregação. "A televisão" - fomos advertidos - "não cobra um preço muito alto só em dinheiro, mas em relevância". Ouvi que a televisão não permite, por ser um veículo de entretenimento, que se reflita com profundidade sobre nenhum assunto. Concordei, mas entendo que estamos numa corrida de sobrevivência e se o nome de nossa igreja não ficar conhecido, continuaremos obscuros e pequenos.

Admito que a maioria dos programas de televisão evangélicos não se preocupa muito com aquilo que entendíamos ser a legítima exposição da Palavra de Deus. Quando não fazem propaganda da igreja, anunciam uma mensagem muito açucarada, só prometendo prosperidade, cura ou alívio para os sofrimentos.

Há mais no evangelho, mas temos de nos conformar com os tempos, acho! Sinto saudade daquela antiga pregação do evangelho sobre o pecado, arrependimento, o poder da cruz em salvar o pecador, o discipulado cristão e a esperança do retorno de Cristo. Por outro lado, quando me levanto em meu púlpito para pregar, sei que meu auditório está cada vez mais analfabeto em Bíblia. Minhas reflexões caracterizam-se pela superficialidade, pois as pessoas dos dias de hoje não aceitam muitas exigências. Já risquei de meu vocabulário todas expressões que possam ferir as suscetibilidades. Já não falo muito em temas como: negar a si mesmo e tomar a cruz; crucificar o velho homem com suas paixões, sofrer por amor a Cristo. Faz anos que não ouço mensagem sobre os caminhos estreito e largo. Gosto de procurar em livros de auto-ajuda mensagens que estimulem as pessoas a se sentirem de bem com a vida. Especializei-me em ensinar a orar reivindicando os nossos direitos de filhos de Deus.

Nossa igreja sabe desfazer maldições espirituais. Sei que não há muitos desdobramentos em repetir slogans religiosos, mas o clima do culto fica eletrizante. Se as pessoas não praticam o evangelho em suas vidas é problema delas; para mim, basta que nossos cultos sejam uma festa.

Perturba-me esse entra-e-sai de gente em nossa comunidade. As pessoas parecem não ter raízes. Disseram-me que nós, os pastores, somos responsáveis por criar consumidores de religião e, não, comunidades. Que mal pode haver

se as pessoas procuram um bom programa religioso, boa musica, ambiente confortável? Não aceito que minha preocupação de entreter (alguns jovens chamam de paparicar) meu auditório, em vez de me esforçar em formar neles o caráter de Cristo e os valores do reino, sejam a causa de tanta mobilidade.

Recuso-me a esvaziar minha platéia propondo solidez de princípios. Do jeito que vimos fazendo, a casa está lotada. Com cadeiras vazias, quem paga minhas contas? Chega de purismos. O espírito de nossa época é mesmo de pouca

fidelidade. Pra que tentar lutar contra as tendências de uma geração?

Darei o que as pessoas querem. Resolvi. Convidarei bons cantores, bandas que estejam movimentando as multidões; trarei pessoas com testemunhos de impacto; freqüentarei os movimentos de maior badalação para saber quem é quem no mundo evangélico. Darei uma cara nova aos nossos cultos.

Construirei uma mega-igreja. Quem tem mais gente pode mais no mundo religioso.

Conheci alguns pastores que viveram uma espiritualidade diferente, mas a geração deles está passando. Resta um remanescente de homens piedosos, creio que em extinção. O perfil do pastor de hoje evoluiu muito. Somos muito

mais aguerridos, mais intrépidos. Os resultados são visíveis. O discurso

piedoso desses homens conseguiu ganhar apenas 1% da população brasileira em quase 100 anos de evangelização. Minha geração aumentou esse número para 10%.

Admito que esses números não refletem mudanças no analfabetismo, na violência urbana nem nas perversas injustiças sociais. Contudo, quando anularmos o poder dos demônios que dominam determinadas regiões do país e com nossa nova palavra de ordem - "O Brasil é do Senhor Jesus! Povo de Deus, declare isso" -, reverteremos esse descompasso.

Ando triste e cansado. Alguma coisa me rasga por dentro. Não entendo porque me dou tanto e continuo tão arrasado. Agora você entende porque preferi não dizer o meu nome. "

 

Fonte: http://www.tvnetribeirao.com/cartadeumpastor.html

segunda-feira, 15 de setembro de 2008

Você está sendo aguardado!





Recebi por e-mail. Não sei o autor, mas como é bem interessante e verdadeiro, tomo a liberdade de postar. Clique na imagem para ver.